página principal

Comunicação

Clipping

Fonte: Diário de Pernambuco | 13 de agosto de 2018

Abertas inscrições para discussão do plano diretor do Recife

Plano Diretor será atualizado para a próxima década. As inscrições para as oficinas já estão abertas

Uma nova etapa da revisão do Plano Diretor do Recife de 2008 começará a ser desenhada. A partir de hoje, estão abertas as inscrições para as oficinas temáticas que resultarão na primeira proposta de revisão do documento norteador das políticas de urbanização da cidade. As oficinas, que foram ampliadas de quatro para oito, depois de pressão pública por mais participação na construção do projeto, tem o objetivo de aprofundar as discussões em temas centrais na formulação de diretrizes e estratégias para o novo documento. Cada encontro terá 92 participantes. As inscrições podem ser feitas pelo site www.planodiretordorecife.com.br ou pelo telefone 3355-8152.
As oficinas temáticas são a segunda fase de explanação pública sobre a revisão do documento. A primeira delas foi a de diagnóstico propositivo, com leitura comunitária e escutas realizadas presencialmente em oficinas nas Regiões Político-Administrativas (RPAs) e em interface digital. “Estamos finalizando a fase de diagnóstico. Esta etapa das oficinas temáticas visa aprofundar e amadurecer o que já vem sendo discutido. Então são feitas com um público mais fechado, com maior participação de especialistas. E de pessoas que, mesmo sem ter formação, têm vivência na área, como movimentos sociais, ONGs”, explicou o presidente do Instituto Pelópidas Silveira, João Domingos.

As oficinas começarão a partir do próximo dia 20, com o tema Desenvolvimento econômico sustentável e inclusão social. Também serão discutidos o patrimônio cultural, a equidade socioterritorial, sustentabilidade, entre outros. As vagas serão distribuídas, sendo 32 para integrantes do Grupo de Trabalho do Plano de Ordenamento Territorial; 30 reservadas para segmentos representativos da sociedade – com prioridade para integrantes do Conselho da Cidade e respeitando a paridade de gênero; e 30 para o público em geral, também com a paridade de gênero.

Até setembro, depois da realização das oficinas, será formulada a primeira proposta da revisão do plano, que será submetida a seis audiências públicas nas RPAs e disponibilizada no site do projeto. “Depois disso, teremos ainda as oficinas por segmento. Por último, teremos a conferência do plano diretor. São cinco momentos para realizar a revisão”, revelou.

O processo, porém, é alvo de inquérito do Ministério Público (MPPE), sob denúncia de falta de efetiva participação popular. “Os espaços estão sendo ampliados, dentro do possível”, disse João Domingos. As oficinas serão nos dias 20, 21, 23, 24, 27, 28, 29 e 30 de agosto, das 13h30 às 20h, no Senac da Avenida João de Barros (número 1593 – Espinheiro). A atualização do Plano Diretor está prevista para ser concluída até dezembro.

Conselho faz um debate em paralelo

Como forma de ampliar as discussões, o Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Pernambuco (CAU-PE) também realizará uma série de debates sobre o Plano Diretor do Recife, paralela às oficinas da prefeitura, ao longo deste mês. Serão três encontros abertos ao público e com a participação de especialistas, com os temas habitação de interesse social, sustentabilidade da cidade e financiamento urbano. O primeiro deles, que pretende discutir o déficit habitacional da cidade, acontece hoje, às 19h, no Porto Digital (Espaço 235).

Participarão do encontro a advogada Íris Souto Maior (OAB/PE), os arquitetos Paulo Roberto Barros e Silva (Redeprocidade), Norah Neves (URB) e o conselheiro federal Roberto Salomão (CAU/PE). A mediação será do presidente do Conselho, Rafael Amaral Tenório. A ideia, segundo Tenório, é trazer múltiplas visões sobre as temáticas e criar uma via paralela de discussões, aumentando e aprofundando o debate sobre o plano. "Em cada debate, vamos chamar entidades já envolvidas no processo, para que seja feita uma explanação e depois um debate", explicou.

No dia 20, o tema será O plano diretor e novos padrões urbanísticos para uma cidade sustentável; e no dia 27, O plano diretor e o desafio do financiamento urbano. Em paralelo, o Cau desenvolverá ações de coleta de sugestões do público e de entidades, para encaminhar à Prefeitura do Recife, como contribuição do Conselho ao processo de revisão do Plano Diretor.



Fonte: Portal JC | 12 de agosto de 2018

Pernambuco tem mais de 1,5 mil obras paralisadas

Obras paralisadas em Pernambuco somam investimentos de R$ 6,2 bilhões

O rastro está por toda a parte, do Litoral ao Sertão. Percorrendo o Grande Recife ou pegando a estrada em direção ao interior, não é difícil ver obras que engordam a lista de 1.547 projetos de infraestrutura paralisados em Pernambuco, que somam investimentos de R$ 6,2 bilhões, R$ 1,9 bilhão já desembolsado. Também é extenso o rol de obras estaduais em projeto ou em intenção, espelhando a estagnação do mercado de infraestrutura no Brasil. Levantamento realizado pela Neoway – empresa de big data analytics que monitora fontes públicas e mercadológicas – aponta para uma projeção de investimentos em infraestrutura de R$ 719,2 bilhões entre 2018 e 2023, mas desse total apenas R$ 91,6 bilhões estão em andamento. Os R$ 627,6 bilhões restantes estão apenas no planejamento ou na intenção do governo e da iniciativa privada.

Em Pernambuco, dos R$ 80 bilhões previstos para os próximos 5 anos, R$ 77,3 bilhões também estão apenas no plano das intenções. “O mercado de infraestrutura deu uma parada por vários motivos. Chegaram ao mesmo tempo a crise econômica e as investigações da operação Lava Jato. O governo (Michel Temer) até anunciou o Projeto Crescer (lançado em setembro de 2016 para alavancar investimentos), mas o cenário do País não permitiu seu avanço”, observa a CMO e head de construção civil na Neoway, Cristina Penna.
Na última década, o Brasil vem investindo cerca de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em infraestrutura, ficando distante de países emergentes, como Índia e China, que aportam 5% e 8% na área, respectivamente. No documento Propostas da Indústria para as Eleições 2018, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) traz um capítulo sobre infraestrutura. De acordo com o levantamento, o Brasil teria que ampliar o investimento no setor para 4% do PIB nas próximas duas décadas para tirar o atraso dos anos de estagnação. Isso quer dizer aplicar R$ 8 trilhões em 20 anos. Nos anos 70, o País investia o equivalente a 5,5% do PIB em infraestrutura. Na década de 80, caiu para 3,62%, enquanto nos anos 90 ficou em 2,27%, em 2000 estagnou em 2,12% e no ano passado fechou em 1,40%.
CRISE

A crise econômica nos últimos anos acentuou o déficit que já se acumulava ao longo de décadas e expôs a incapacidade do governo de acompanhar a demanda dos investimentos diante de orçamento apertado, desequilíbrio fiscal e corrupção. “Quando olhamos para os projetos, percebemos que em 2009 pelo menos 70% dos investimentos em infraestrutura estavam voltados para a área de petróleo e gás. Depois da Lava Jato, o ranking mudou e hoje 48% estão em transportes e 26% em energia”, compara Cristina. No Nordeste, o setor de energia encabeça a lista dos projetos em intenção. “Em Pernambuco, essa tendência é ainda mais forte. Dos R$ 77,3 bilhões dos projetos em intenção, R$ 64,4 bilhões estão projetados para Termonuclear”, pontua a executiva da Neoway


A Eletronuclear – braço de energia nuclear da Eletrobras – estuda a instalação de uma nova usina nuclear no Brasil e o município de Itacuruba (Sertão do São Francisco) é candidato a receber a planta. “Esse é um projeto em estado latente. Existem muitas críticas à energia nuclear, porque falta oferecer informações à sociedade sobre esta fonte para além das histórias dos acidentes. É claro que existem riscos, mas se não forem tomados os cuidados necessários. No mundo são muitos os investimentos no setor. A China está construindo 25 usinas e tem outras 100 em planejamento. Isso sem falar que o Brasil tem um déficit no consumo per capita de energia, que hoje é de 2,5 mil kW por habitante por ano, mas que poderia chegar a 5 mil kW/hab/ano”, acredita o engenheiro consultor e ex-assessor da Eletronuclear, Carlos Mariz.

Ele diz que Itacuruba foi considerado uma localização interessante para a instalação da usina, em função da localização geográfica, do terreno plano e da disponibilidade de água. Importantes investidores no mercado brasileiro de energia, os chineses são apontados como prováveis parceiros num projeto de energia nuclear em Pernambuco. A participação da iniciativa, aliás, é considerada condição indispensável para que os investimentos em infraestrutura voltem a andar no País. Pelo estudo da CNI, hoje a iniciativa privada responde por 54% dos investimentos no setor, mas a meta é que chegue a 60% até 2022. No Estado, ainda estão previstos aportes em energia renovável (veja arte).

Além dos projetos que estão só no plano da intenção, Pernambuco tem uma extensa lista de obras paralisadas. “A crise econômica acabou diminuindo os repasses para Estados e municípios, mas esse não é o único motivo para o atraso e a paralisação das obras. Corrupção, erros de projeto e de planejamento também justificam os atrasos”’, afirma o auditor das contas públicas do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Pedro Teixeira. Em 2017, o levantamento do TCE identificou recorde no número de obras e nos valores, desde o primeiro levantamento realizado em 2014, com crescimento de 700%. Foram 1.547 obras com investimento projetado em R$ 6,26 bilhões. Desse total, só R$ 1,5 bilhão foi pago. “As modificações são tantas que chegam a alterar 70% do projeto. Isso significa uma nova obra e muitos problemas para concluir”, diz.




Fonte: Portal Jc | 27 de julho de 2018

URB divulga projeto de urbanização da II Perimetral

Projeto completo é orçado em R$ 250 milhões, com contrapartida de R$ 65 milhões da Prefeitura do Recife e financiamento da Caixa Econômica Federal

Na próxima segunda-feira (30), começam as obras de requalificação de um trecho de 5 km da II Perimetral do Recife, uma das principais rotas viárias de transporte coletivo entre as Zonas Norte e Sul da capital pernambucana. O anúncio foi feito pela nesta quinta-feira (26) pela Autarquia de Urbanização do Recife (URB).

O primeiro trecho licitado - correspondente aos 5 km - passa por bairros como Afogados, Madalena e Torre. A área contemplada começa no cruzamento da avenida Engenheiro Abdias de Carvalho com a Estrada dos Remédios, finaliza no início da ponte-viaduto Governador Cordeiro de Farias (aquele viaduto do Carrefour), retornando pelas ruas José Bonifácio, Real da Torre e João Ivo da Silva, seguindo até a Abdias de Carvalho.

Só nesta etapa, o investimento é na ordem de R$ 37 milhões e o pacote de obras inclui requalificação de 10 km de calçadas, substituição das tubulações a fim de melhorar a drenagem (os canos será de polietileno, mais resistentes), reforço nas placas de concreto, requalificação de 11 pontos de ônibus e a implantação de 1,4 km de ciclofaixas nas vias secundárias fazendo a ligação com outras ciclofaixas já existentes, como a da avenida Beira Rio, além da implantação de iluminação em LED. O prazo de conclusão dessa etapa, segundo a URB, é de 18 meses.
Mudança de trânsito
Desse pacote, a primeira intervenção começará, de acordo com a URB, com a troca e a substituição da rede de drenagem, o que causará mudanças no tráfego da região. Na segunda (30), as obras começarão pelo bairro da Torre, na rua Marcos André, entre a Beira Rio e a rua José Bonifácio, que passará a ter sentido único de circulação de veículos para viabilizar as intervenções.

Já a rua dos Operários, também na Torre, terá seu sentido de circulação invertido para dar acesso à rua José Bonifácio. Pelo cálculo da URB, essa obra de drenagem será concluída em até 90 dias para, então, terem início as demais intervenções.

Agentes da CTTU irão monitorar o tráfego e orientar os condutores nos cruzamentos da avenida Beira Rio com a rua dos Operários e da rua dos Operários com a rua José Bonifácio, e da rua Ana Nery com a rua Marcos André.

Projeto completo
O projeto completo da II Perimetral, orçado em R$ 250 milhões (com contrapartida de R$ 65 milhões da Prefeitura do Recife e financiamento da Caixa Econômica Federal), contempla a requalificação do corredor desde as pontes Motocolombó, em Afogados, e Gilberto Freyre, na Imbiribeira, até a limite entre Recife e Olinda, contemplando todos os 20,4 km de extensão.

O projeto foi dividido em quatro trechos, sendo o bairro da Torre o primeiro a receber as intervenções. A intenção do projeto é melhorar a mobilidade, principalmente para pedestres e ciclista.



Fonte: Diário de Pernambuco | 27 de julho de 2018

Com atraso, obras da Segunda Perimetral começam a sair do papel

Os recursos foram captados pela gestão municipal em 2012 junto ao governo federal, com o objetivo de deixar a casa pronta para receber a Copa do Mundo de 2014

Demorou, mas a requalificação da Segunda Perimetral do Recife, que promete priorizar o transporte público e os pedestres, finalmente começa a sair do papel na próxima semana. Os recursos foram captados pela gestão municipal em 2012 junto ao governo federal, com o objetivo de deixar a casa pronta para receber a Copa do Mundo de 2014. Mas a primeira etapa das obras, que inicia nesta segunda-feira, em um trecho de 5,1 quilômetros, só deverá ser concluída em 2020. O projeto completo, que requalificará mais de 20 quilômetros de corredor, com o custo de R$ 250 milhões, ainda não tem prazo de conclusão.
A Segunda Perimetral compreende o corredor entre as pontes Motocolombó, em Afogados, Zona Oeste do Recife e Gilberto Freyre, na Imbiribeira, Zona Sul da capital, até o limite entre os municípios de Recife e Olinda. O objetivo da intervenção é melhorar a mobilidade, acessibilidade, segurança e o acesso dos pedestres ao transporte público. A rota viária é uma das principais do transporte coletivo entre as Zonas Norte e Sul da cidade.

Para facilitar a execução das obras, o projeto foi dividido em quatro etapas. O primeiro trecho licitado, que começa a ser executado segunda-feira, com prazo de 18 meses, vai do cruzamento da Avenida Engenheiro Abdias de Carvalho com a Estrada dos Remédios até o início da Ponte do Parnamirim, retornando pela Rua José Bonifácio, Real da Torre e João Ivo da Silva, seguindo até a Abdias de Carvalho. O investimento nessa etapa é de R$ 37 milhões.

As obras do trecho incluem requalificação de 10 quilômetros de calçadas dentro das normas de acessibilidade, substituição e implantação da rede de drenagem, melhoria da pavimentação das vias, reforço nas placas de concreto, requalificação de 11 pontos de ônibus, implantação de iluminação pública em LED e de 1,4 quilômetro de ciclofaixa em vias secundárias. “Essa é uma obra muito importante para a cidade, que beneficia principalmente quem utiliza o transporte público. Mais de 70% da população do Recife de desloca a pé, de bicicleta ou de transporte coletivo, então precisamos pensar nessas melhorias”, destacou o presidente da Autarquia de Urbanização do Recife (URB), João Alberto Faria.

Os primeiros 90 dias serão exclusivamente de drenagem. “Vamos substituir toda a rede, para então entrar com a obra. Estamos usando tubos em polietileno de alta densidade, para dar maior durabilidade”, explicou Faria. A intervenção começa pela Rua Marcos André, na Torre, Zona Norte da capital. Para viabilizar os trabalhos, a Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) implementará, a partir de segunda-feira, mudanças no trânsito da área.

A Rua Marcos André, no trecho entre a Beira Rio e a Rua José Bonifácio, passa a ter sentido único de circulação de veículos (em direção à Real da Torre), enquanto a Rua dos Operários terá seu sentido de circulação invertido, permitindo aos condutores outra opção de acesso à Rua José Bonifácio. Os moradores dos edifícios localizados no trecho interditado terão acesso garantido às suas residências. “Vamos iniciar em um trecho de menor impacto, de forma que a circulação interna não seja prejudicada”, garantiu a presidente da CTTU, Taciana Ferreira.
OUTROS INVESTIMENTOS

Dos R$ 250 milhões garantidos, R$ 65 milhões são recursos da prefeitura. O restante é fruto de financiamento do Fundo de Garantia (FGTS). As obras na Segunda Perimetral fazem parte de um plano maior de mobilidade, que inclui também intervenções no corredor da Terceira Perimetral – que liga a Linha do Tiro, na Zona Norte, a bairros como Areias, Imbiribeira e Boa Viagem, na Zona Sul – e no Corredor Radial Sul – que faz ligação direta entre a BR-101 e a Avenida Boa Viagem. Juntos, os três projetos totalizam investimentos da casa dos R$ 800 milhões. Em nota, a URB informou está concluindo processo licitatório para contratação dos projetos executivos dos corredores em questão para planejar os próximos passos.



Fonte: Diário de Pernambuco | 27 de julho de 2018

Bairro planejado chega à etapa final

Pernambuco Construtora faz lançamento do último condomínio do empreendimento Reserva São Lourenço, com apartamentos a partir de R$ 123 mil

Em 2014, São Lourenço era uma das apostas de desenvolvimento econômico de Pernambuco, justamente por abrigar o estádio que recebeu os jogos da Copa do Mundo naquele ano. A expectativa era que todo o seu entorno iria crescer com investimentos em habitação e serviços. A Pernambuco Construtora foi uma das incorporadoras que apostou na região e, agora em 2018, entrega a fase final do seu megaempreendimento no município. Ela está lançando o último dos 17 condomínios do Reserva São Lourenço, que vai contar no total com 2.048 apartamentos, e também iniciou a comercialização das lojas do Reserva Shopping, centro de compras que ficará dentro do bairro planejado, mas que também atenderá ao público da região.

A Pernambuco Construtora iniciou os investimentos no Reserva São Lourenço em outro momento do mercado. A crise ainda não era realidade na economia brasileira e o setor da construção civil crescia a passos largos no estado. Com a construção do estádio da Copa do Mundo de 2014 em São Lourenço, as atenções se voltaram para a região. “Existia uma grande expectativa de investimento na área em relação à Cidade da Copa. Também pela própria expansão do Recife. Há 10 anos, a gente achava São Lourenço superlonge e hoje é bem mais perto. Então a gente resolveu investir na região por todos esses acontecimentos”, explica Mariana Wanderley, diretora executiva do Grupo Pernambuco Construtora.

Daí surgiu a ideia de pensar em um projeto para um bairro planejado. “É um empreendimento muito grande, com 17 condomínios individuais, com vida própria e cada um com uma quantidade diferente de apartamentos”, conta a diretora. Do total de 2.048 apartamentos, ela afirma que 1.500 unidades já estão em funcionamento, medição feita através da ligação com a companhia de energia. “Como é um empreendimento muito grande, tivemos que lançar por fases”, detalha.

Para viabilizar o projeto, a construtora precisou fazer um trabalho junto aos órgãos públicos para alcançar a infraestrutura necessária para o completo funcionamento do bairro planejado, como energia elétrica, segurança pública e transporte. “Precisa de um envolvimento muito grande da empresa. Também construímos um clube com toda área de lazer, com quadras, piscina, salão de festas, academia, campos. Ele já está em funcionamento e atende exclusivamente a todos os condomínios. É preciso pagar R$ 15 por pessoa por mês para usufruir e um apartamento com quatro pessoas paga R$ 50”, detalha.

Última fase
O Condomínio Eucalipto é o último da sequência de entregas do Reserva São Lourenço e contará com 11 torres e 352 apartamentos. “As obras já começaram e vamos entregar por torre, inclusive já temos três torres prontas”, conta Mariana Wanderley. Os imóveis têm entre 48 metros quadrados e 49 m2, com sala para dois ambientes, dois quartos, um banheiro social, cozinha e área de serviço. Os valores partem de R$ 123 mil. “A expectativa é comercializar tudo entre seis e oito meses. A gente vende muito para quem mora em São Lourenço mesmo, no Curado e até mesmo no Recife. Garantimos a questão da segurança, do saneamento, da calçada, por exemplo, e é um sonho de vida morar em um condomínio com toda a infraestrutura”, conclui.



Fonte: Diário de Pernambuco | 27 de julho de 2018

Empurrão rumo ao desenvolvimento

Ferramenta promete estimular o investimento empresarial nos bairros localizados no Centro do Recife e ajudar a alavancar o turismo nessa região

Uma ferramenta pode dar início a uma nova fase do bairro do Recife e outras Zonas de Preservação do Patrimônio Histórico e Cultural (Zeph) da capital pernambucana, como os bairros de São Antônio e São José. Trata-se da Transferência do Direito de Construir (TDC), instrumento que já é citado no Plano Diretor do Recife, mas ainda não estava regulamentado. Agora, com a atualização do Plano Diretor, que já está em andamento e deve ser concluída até dezembro, a regulamentação dessa ferramenta entrou de forma prioritária na agenda da prefeitura com previsão para conclusão até agosto de 2019. O que muda após essa regulação é que, através da TDC, os proprietários de imóveis tombados que estão em áreas com potencial construtivo maior que o efetivamente utilizado poderão transferir a diferença da possibilidade de construção para outro lote, em outra área da cidade, minimizando ou mesmo anulando perdas.

Com o TDC regulamentado, segundo o gestor, um imóvel que pela área poderia ter dez andares, por exemplo, mas só tem seis, gerará um produto, ou o potencial construtivo, de quatro andares e esse produto, caso o prédio seja reformado, poderá ser vendido ou usado em outro lote e gerará um lucro ao seu dono, mesmo após a subtração dos gastos com a revitalização. “O que acontece nas áreas de preservação do Recife é que muitos imóveis estão em brigas judiciais e as famílias, às vezes, nem moram mais no Brasil. Só na Rua Rio Branco, a gente tem cinco imóveis com processos de desapropriação na Justiça. Esses donos não têm interesse em revitalizar e reformar porque não podem expandir o prédio, logo, não terão lucro”, explica o secretário municipal de planejamento urbano, Antônio Alexandre.

Além da TDC, Antônio Alexandre aponta a Outorga Onerosa do Direito de Construir (OOCD) e o Imposto Predial e Territorial Urbano Progressivo (IPTU-P) como instrumentos que também serão regulamentados até agosto do ano que vem terão reflexos semelhantes na ocupação das zonas centrais do Recife. A primeira ferramenta é uma concessão emitida pelos municípios para que o proprietário de um imóvel edifique acima do limite estabelecido pelo coeficiente de aproveitamento básico da área, mediante contrapartida financeira. Essa contrapartida, no caso dos terrenos que ainda sobram no centro, deverá ser revertida em ações de infraestrutura no mesmo local. “Já o IPTU Progressivo tem função de ordenamento porque garante o uso social de uma propriedade desocupada. Na prática, a cobrança vai sendo aumentada anualmente. Em cinco anos sob incidência do novo imposto, se a área não for ocupada, haverá a sua desapropriação.”

Turismo
Na Secretaria municipal de Turismo, os novos planos para a revitalização do Recife também passam pela iniciativa privada. Isto porque, após a consolidação de um calendário de eventos no Centro, que inclui os festivais Recife Antigo de Coração e o Olha! Recife, o novo ciclo de desenvolvimento passará por espaços de hospedagem no bairro do Recife, uma vez que a região é turística, mas não tem nenhum hotel. Agora, já são dois projetos para a área: o Hotel do Porto Novo, que ficará próximo ao Cais de Santa Rita, e o Moinho Recife que fica na antiga fábrica da Bounge. Ambos os projetos deverão ser iniciados neste ano e levarão em torno de três a quatro anos para serem inaugurados.

Ana Paula Vilaça, secretária responsável pela pasta, acredita que eles consolidarão a segunda reocupação do Centro. “Já temos, hoje, três hostels apenas no bairro do Recife e, agora, teremos hotéis na região. Isso gerará novos postos de trabalho e demandas nessas localidades, chamando a atenção de comerciantes e ampliando as possibilidades de turismo de lazer e de negócios nestes endereços.”




Fonte: Diário de Pernambuco | 26 de julho de 2018

Comunidade cresce em cima de túnel

Quase um ano após ordem de retirada, moradores seguem instalados em área irregular da Zona Sul. Prefeitura está fazendo cadastramento das famílias

A comunidade do Pocotó cresceu. Agora, em vez das 40, são 47 casas construídas sobre a laje do Túnel Augusto Lucena, situado na Avenida Dom João VI, ao lado do Viaduto Tancredo Neves, no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Mas não é só isso. Além da construção de novas residências, tudo indica que algumas das mais antigas foram ampliadas através dos chamados “puxadinhos”, enquanto outras passaram por significativas transformações, inclusive com a substituição da madeira pela alvenaria.

Ao que parece, a determinação da demolição das moradias, por parte da juíza Mariza da Silva Borges, da 3ª Vara da Fazenda Municipal, que completará um ano em setembro, e atendeu pleito da Prefeitura do Recife, não provocou mudança na rotina do local. Adelmo José de Farias, residente no local há seis anos, confirma que “o poder público informou que a derrubada ia ser geral, mas até o momento está tudo do mesmo jeito.”

Os moradores demonstram certa preocupação com a possibilidade da demolição das habitações, mas garantem que as negociações com a Prefeitura não avançam, apesar das rápidas reuniões que vêm ocorrendo desde o segundo semestre de 2017. A última foi realizada no dia 4 de junho.

Luciana Maria da Silva Barbosa se diz residente do local há mais de 10 anos. “O prefeito quer retirar a população daqui, pagando um auxílio-moradia irrisório, no valor de R$ 200. O pior é que não será para todos, como já ficou muito claro em algumas ocasiões. Na verdade, não sabemos qual é o critério adotado, pois escolheram apenas algumas pessoas para receberem a doação. Mas em bairro nenhum vamos conseguir um aluguel com esse dinheiro.”

Para Adelmo Farias, outro fator de preocupação é que nem todos os moradores sabem ler. “A Prefeitura dificulta ainda mais a negociação quando entrega uma folha de papel a um morador e solicita que ele assine, sem ter conhecimento se o mesmo é alfabetizado. O que aconteceu aqui foi que algumas pessoas receberem um papel, parecendo uma cópia, para assinar, e tempos depois surgiu a informação de que, ao colocar o nome, estavam aceitando a remoção. Agora a ordem é não assinar nada”, afirmou o morador.

Luciana Barbosa assegurou que todos os residentes vão continuar dizendo para o poder público que não têm para onde ir. “Cada vez que eles vêm por aqui, até com a polícia, como se a gente fosse marginal, conversam rápido e vão embora. No início, falaram que a gente teria um prazo de 10 dias para sair daqui. Agora já se vai quase um ano. Se nós moradores tivéssemos condições, não estaríamos aqui, arriscando nossas vidas e as dos outros. Somos conscientes disso, mas nada podemos fazer. Não gostaríamos de continuar aqui, mas o poder público não acena com a possibilidade de nos transferir para outro local, nem que provisoriamente, até construírem um conjunto habitacional para nós”, lamentou Luciana.

Cadastro
Em nota, a Prefeitura do Recife informou que, em cumprimento de decisão judicial, equipes sociais da Secretaria de Infraestrutura e Habitação estão trabalhando para cadastrar e incluir no auxílio-moradia as famílias que construíram barracos e ocupam irregularmente as laterais e a parte superior do túnel.




Fonte: Portal FolhaPe | 25 de julho de 2018

Cresce crédito para financiar casa própria mas juros não caem

Financiamento com recursos da poupança atingiu R$ 25,29 bilhões nos seis primeiros meses do ano

O financiamento imobiliário com recursos da poupança -o chamado Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE)- atingiu R$ 25,29 bilhões nos seis primeiros meses do ano, alta de 23% ante igual período de 2017, informou a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) nesta quarta-feira (25).

É a primeira vez em quatro anos que a modalidade registra crescimento em um primeiro semestre em relação ao ano anterior. "Tradicionalmente, o primeiro semestre é de saldo negativo para a poupança. Neste ano, tivemos captação líquida de R$ 2,5 bilhões, o que sinaliza uma reversão de tendência, com mais dinheiro entrando, e gera uma expectativa positiva", diz Gilberto Duarte de Abreu Filho, presidente da Abecip.

Só para a aquisição de imóvel pela pessoa física foram R$ 20,2 bilhões financiados, sendo R$ 11,3 bilhões para imóveis novos. "Quem puxa a cadeia é o consumidor. Essa parte de novos é consumo de estoque, o que pode originar demanda futura por mais construção", afirma Abreu Filho.



Fonte: Folha PE | 25 de julho de 2018

Obra do complexo multiuso no antigo Moinho Recife vai gerar 2,4 mil empregos, anuncia grupo

Obras no antigo Moinho Recife, no Bairro do Recife, devem ser concluídas em quatro anos e devem gerar quase 2,4 mil empregos diretos, diz grupo Revitalis

O antigo Moinho Recife, localizado no Bairro do Recife, região central da capital pernambucana, vai sediar o primeiro complexo multiuso da região. A informação tinha sido antecipada com exclusividade no último dia 10 pela Folha de Pernambuco e confirmada na manhã desta quarta (25), quando a Revitalis, nome à frente do projeto, informou que investirá R$ 80 milhõesna construção do empreendimento. A previsão é de que as obrassejam concluídas dentro de quatro anos e que, nesse tempo, sejam gerados cerca de 2,4 mil empregos diretos.

Nos 52 mil m² de área total, o complexo multiuso terá empresariais com 124 salas e espaços para convenções, um hotel com 84 unidades e residencial com 112 apartamentos, além de estacionamento com 675 vagas. Na composição do projeto, também estão previstos espaços para lojas, como restaurantes, bar/café, comércio e serviços, com bicicletário e vestiários.

O empreendimento vai ocupar duas quadras no Bairro do Recife, localizadas entre a avenida Alfredo Lisboa e a histórica Rua de São Jorge, próximas ao Marco Zero, Forte do Brum, Cais do Sertão e ao Porto Digital.



Fonte: Portal Jc | 24 de julho de 2018

Construtoras acreditam em multa maior por distrato; Procons condenam

O PL que regulamenta os distratos pode ser colocado em votação no plenário do Senado, a partir de uma deliberação da Presidência do Senado.

A discussão do Projeto de Lei 68/2018, que regulamenta os distratos (desistência da compra de imóveis na planta), atualmente no Senado, virou um importante termômetro do setor imobiliário em São Paulo para as projeções de crescimento no segundo semestre. As principais entidades do setor, como o Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) e o Sindicato da Construção Civil (SindusCon-SP), acompanham a tramitação da proposta, enquanto monitoram indicadores econômicos, como a variação do dólar e as projeções do Produto Interno Bruto (PIB).

“Quando apresentamos os resultados em 2017, a nossa previsão era de crescimento nos lançamentos e nas vendas para 2018. Porém, diante da instabilidade interna, com a alta do dólar e indefinição do cenário político, começamos a repensar esses índices”, disse o presidente do Secovi-SP, Flavio Amary.

O representante do Secovi considerou um agravante a rejeição do PL 68/2018, que regulamenta os distratos – desistência da compra de imóveis na planta –, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. “Aguardávamos a aprovação deste PL, porque vai proporcionar segurança jurídica para o setor e para os compradores. Neste aspecto, ainda acreditamos que os senadores reconhecerão a importância desta regulação para impulsionar a retomada do mercado, entendendo que a nossa atividade é de longa maturação e alto risco, mas fundamental para o desenvolvimento socioeconômico”, disse Amary.

Tramitação
O PL pode ser colocado em votação no plenário do Senado, a partir de uma deliberação da Presidência do Senado. A proposta foi rejeitada pela maioria dos senadores integrantes da CAE, sob a justificativa de que o projeto não resolveria a questão da insegurança jurídica, além de prejudicar os mutuários.

No Brasil, não há ainda uma lei regulamentando os distratos, que podem ser resolvidos judicialmente. A Justiça, por sua vez, costuma decidir entre 10% e 25% para o valor da multa. O PL prevê que as construtoras teriam o direito de reter parte do valor pago pelo comprador que desistir do negócio, podendo chegar a até 50% dependendo do tipo de contrato.

Consumidores
A diretora-executiva do Procon de Porto Alegre, Sophia Martini Vial, avalia que a proposta traz valores de multas rescisórias muito mais altas do que aqueles já previstos na jurisprudência, ou seja, do entendimento que os tribunais vêm tomando. “Simplesmente ter uma lei que impõe multas altas ao consumidor não é ter segurança jurídica. Porque isso traz um desequilíbrio contratual e aí acaba o consumidor pagando valores exorbitantes por um bem que ele não vai usufruir”, disse.

A diretora concorda que deva haver uma regulamentação, mas acredita que o atual projeto em tramitação não é satisfatório. “O projeto acabava equiparando o consumidor a um investidor de imóveis - o que não é o caso; sabemos a dificuldade que é para comprar um apartamento ou uma casa. O ideal é que a regulamentação seguisse os valores da jurisprudência, valores de multa entre 20% e 30%, que são mais razoáveis que valores de 50% de multa”.



Nos casos que envolvem devolução de lote, pelo projeto, o comprador teria direito de receber os valores só 180 dias após o fim da construção do loteamento, em 12 parcelas, o que poderia levar cerca de dois anos e meio. No caso de áreas já edificadas, os adquirentes poderiam receber os valores em 12 parcelas, um ano depois.

Queda nos lançamentos
O número de unidades residenciais lançadas na capital paulista, em maio de 2018, foi de 1.721, ou seja, 35,1% abaixo ao de maio de 2017 (2.651 unidades). No entanto, o resultado de maio foi 45,7% superior ao de abril de 2018 (1.181 unidades) e, no acumulado de doze meses (junho de 2017 a maio de 2018), foram lançadas 30.369, 38,9% acima das 21.871 unidades registradas no período anterior (junho de 2016 a maio de 2017).

“Há uma redução do índice de confiança dos empresários e consumidores ainda não refletida nos indicadores do setor, mas que poderá dificultar a retomada iniciada no segundo semestre de 2017 e que estava se firmando nesses primeiros meses”, avaliou Emilio Kallas, vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do Sindicato da Habitação.

Empregos
O número de empregos na construção civil paulistana, que responde por 43,45% do total de empregos do setor no estado de São Paulo, registrou queda de 0,49% em maio na comparação ao mês anterior, com perda de 1.370 vagas. Em doze meses, a cidade teve retração de 3,43%, ou seja, perda de 9.953 vagas. No país, eram 2.333.531 empregos no mês de maio deste ano, o que representa uma queda de 2,08% na comparação com maio de 2017. A perda chegou a 49.630 vagas.

Os dados são da pesquisa do Sindicato da Construção Civil (SindusCon-SP) em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), com base em informações do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE).

Para José Romeu Ferraz Neto, presidente do SindusCon-SP, o aumento em maio na comparação com o mês de abril não deve ser interpretado como uma retomada do crescimento da construção. “Nos primeiros cinco meses deste ano ainda estamos com 77 mil empregos a menos, em comparação com o acumulado do mesmo período do ano passado, e com o mesmo contingente de trabalhadores de maio de 2009”, disse Ferraz Neto.