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Portal G1 | 21 de junho de 2018

PF faz operação contra desvios no Rodoanel e prende 14 pessoas

Ex-diretor presidente da Dersa e atual presidente da Cesp foi preso. MPF estima que houve superfaturamento de R$ 600 milhões. Dersa diz que é 'maior interessado no andamento do processo'.
Por Bruno Tavares e Robinson Cerantula, TV Globo e G1 SP
21/06/2018 06h41 Atualizado há 1 hora
PF cumpre 15 mandados de prisão contra suspeitos de desvio de recursos do Rodoanel

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (21) uma operação para prender 15 pessoas suspeitas de desviar dinheiro das obras do trecho Norte do Rodoanel Mário Covas. Até as 12h, 14 mandados haviam sido cumpridos. O Ministério Público Federal estima que houve um sobrepreço de R$ 600 milhões nos custos da obra conduzida pela OAS e Mendes Junior.
Um dos presos é Laurence Casagrande Lourenço, ex-diretor presidente da Dersa, principal alvo da operação. Atualmente, ele preside a Companhia Energética de São Paulo (Cesp), que deve ser concedida à iniciativa privada.
No último ano, Laurence acumulou o cargo de secretário de Transportes e Logística do governo Geraldo Alckmin (PSDB) e deixou a pasta quando Márcio França (PSB) assumiu o governo. Ele atua no governo tucano há 17 anos e tem passagens pela Secretaria da Segurança Pública e Fundação Casa (veja mais abaixo o que dizem Alckmin e outros órgãos).
A operação Pedra no Caminho também cumpriu 51 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Carapicuíba, Arujá, Bofete, Ribeirão Preto e São Pedro, no estado de São Paulo, e também em Marataízes e Itapemirim, no Espírito Santo. O 15º alvo de mandado de prisão está fora do país.
O trecho Norte do Rodoanel ainda está em construção e, quando estiver pronto, vai ligar a Rodovia dos Bandeirantes à Rodovia Presidente Dutra



Fonte: Portal NE10 | 20 de junho de 2018

Compesa: projetos concorrem a R$ 337 milhões

Ao todo, participam da seleção 20 projetos na área de abastecimento de água e esgotamento sanitário.

A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa)anunciou que recebeu do Governo do Estado o aval para cadastrar novos projetos na seleção realizada pelo Ministério das Cidades para concorrer ao financiamento no valor de R$ 337 milhões de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) da Caixa Econômica Federal. Ao todo, participam da seleção 20 projetos na área de abastecimento de água e esgotamento sanitário.

Dentro dos projetos apresentados, o Governo do Estado e aCompesa priorizaram obras de esgotamento sanitário nos bairros do Pina, Boa Viagem e Imbiribeira, Porto de Galinhas e na cidade de Triunfo, no Sertão do Pajeú. Também estão na lista, dentre outras cidades, obras para melhoria do abastecimento de água de Fernando de Noronha, Vitória de Santo Antão, Salgueiro, Arcoverde e Custódia, no Sertão - para essa última cidade, está prevista a construção do Sistema Adutor partindo do Eixo Leste, para garantir segurança hídrica ao município.

“Esses investimentos vão garantir ações importantes de abastecimento de água e esgotamento sanitário de nosso Plano de Governo, se juntando ao maior programa de obras que a Compesa já executou, para melhorar a qualidade de vida de milhares de pernambucanos”, afirmou o governador Paulo Câmara.

Na seleção ocorrida em 2017, 19 projetos de Pernambuco foram selecionados para serem executados com empréstimo do FGTS através do Governo do Estado e Compesa, totalizando quase R$ 1 bilhão de investimentos em saneamento. “Isso mostra nossa capacidade de elaborar projetos para captação de recursos e também de endividamento para investir em saneamento básico, aproveitando uma das poucas fontes de recursos que ainda estão disponíveis”, explica o presidente da Compesa, Roberto Tavares, pontuando que o cenário é de escassez de recursos do Orçamento da União. “Além de conseguir R$ 1 bilhão, estamos solicitando esses R$ 337 milhões para incrementar a carteira de investimentos da Compesa”, acrescenta Tavares.




Fonte: Diário de Pernambuco | 20 de junho de 2018

R$ 337 mi em obras de saneamento

Estado selecionou 20 projetos que priorizam serviços de esgotamento sanitário na capital e no interior, além de abastecimento de água em Noronha

Pernambuco selecionou 20 projetos, orçados em R$ 337 milhões, que priorizam obras de esgotamento sanitário nos bairros do Pina, Boa Viagem e Imbiribeira, na Zona Sul do Recife, além da Praia de Porto de Galinhas, em Ipojuca, e da cidade de Triunfo, no Sertão do Pajeú. Ainda estão na lista obras para melhorar o abastecimento de água em Fernando de Noronha, Vitória de Santo Antão, Salgueiro, Arcoverde e Custódia. Para esta última, está prevista a construção de um sistema adutor partindo do Eixo Leste da transposição do Rio São Francisco.

A lista das obras escolhidas para financiamento com recursos do FGTS, por meio da Caixa Econômica Federal, fazem parte da Instrução Normativa de nº 7 de 2018 do Ministério das Cidades. Ontem, o presidente da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), Roberto Tavares, detalhou ao governador Paulo Câmara e ao secretário de Planejamento, Márcio Stefanni, a lista das obras escolhidas. A reunião ocorreu no Palácio do Campo das Princesas. “Esses investimentos vão garantir ações importantes de abastecimento de água e esgotamento sanitário de nosso Plano de Governo, se juntando ao maior programa de obras que a Compesa já executou, para melhorar a qualidade de vida de milhares de pernambucanos”, afirmou Paulo Câmara.

Na seleção ocorrida em 2017, os projetos de Pernambuco foram selecionados para serem executados com empréstimo do FGTS pelo governo do estado e Compesa, totalizando quase R$ 1 bilhão de investimentos em saneamento. “Isso mostra nossa capacidade de elaborar projetos para captação de recursos e também de endividamento para investir em saneamento básico, aproveitando uma das poucas fontes de recursos que ainda estão disponíveis”, disse o presidente da Compesa, Roberto Tavares.

Ainda segundo ele, o cenário é de escassez de recursos do Orçamento da União. “Além de conseguir R$ 1 bilhão, estamos solicitando esses R$ 337 milhões para incrementar a carteira de investimentos da Compesa”, disse Tavares. O resultado da seleção deve ser anunciado pelo Ministério das Cidades em dezembro.



Fonte: Diário de Pernambuco | 19 de junho de 2018

Mais 31 famílias recebem moradias

A 8ª etapa do Conjunto Residencial Miguel Arraes, na Rua Pereira Barreto, no bairro do Passarinho, Zona Norte do Recife, foi entregue ontem pelo prefeito Geraldo Julio. Nessa etapa 31 famílias que viviam nas margens dos Rios Beberibe e Morno foram beneficiadas. As moradias fazem parte da primeira etapa do PAC Beberibe, obra de saneamento integrado executada pela Secretaria de Saneamento do Recife. As casas seguem o padrão estabelecido pelo município com reboco, forro de gesso, pintura e cerâmica nas áreas molhadas.

As casas são estilo duplex e possuem dois quartos, sala, cozinha e banheiro e seis unidades construídas especialmente para idosos. Com mais esta etapa já foram entregues 254, das 304 unidades previstas para todo o Habitacional Miguel Arraes. “Com essa etapa que entregamos nós alcançamos dez mil pessoas que receberam uma casa nova para morar. O Recife tem um déficit habitacional muito grande e é preciso continuar trabalhando para reduzir esse déficit”, ressaltou o prefeito Geraldo Julio.

As famílias atendidas moravam nos bairros de Beberibe, Linha do Tiro e Dois Unidos, às margens dos rios Beberibe e Morno em situação precária. Íris Nunes da Costa foi uma das beneficiadas. “Antes eu morava numa ocupação. Chovia, entrava água, era muita sujeira. E agora, depois de quinze anos de espera, estou muito feliz. Agradecida a Deus, primeiramente, mas também ao prefeito, que olhou por nós. Tenho 47 anos e nunca pensei em ter a minha casa própria”, falou emocionada a comerciante.

As residências têm tamanhos de 47 metros quadrados e de 53 metros quadrados e algumas foram construídas especialmente para idosos, com portas mais largas e quartos no térreo. E para proporcionar uma melhor convivência entre os moradores, a Gerência de Desenvolvimento Social da Secretaria de Saneamento realizou um trabalho social, debatendo temas como moradia verticalizada, uso correto do sistema de esgotamento sanitário e sustentabilidade do empreendimento.

O PAC Beberibe envolve entre outras melhorias a construção de uma via de 5 km de extensão margeando o Rio Beberibe e a realocação das famílias. Desde 2013, a Prefeitura do Recife já entregou 17 Conjuntos Habitacionais, totalizando 1.749 novas moradias. As obras desses conjuntos habitacionais foram executadas pelas secretarias de Saneamento, Infraestrutura e Habitação e a Autarquia de Urbanização do Recife (URB). Outros nove conjuntos estão em execução.



Mais de mil mudas de Mata Atlântica são plantadas na APA Aldeia-Beberibe

Fonte: Portal FolhaPE | 14 de junho de 2018

Mais de mil mudas de Mata Atlântica são plantadas na APA Aldeia-Beberibe

Ação ocorreu às margens da nascente do rio Pacas, na altura do Km 10,5, em Camaragibe, Grande Recife

"A gente não deve machucar a mãe natureza. É preciso cuidar, preservar. Ter floresta é garantir a água de amanhã". As sábias palavras são da agricultora Maria Elisabete Gomes, de 53 anos que, numa verdadeira força-tarefa, se juntou a outros moradores e colocou a mão na terra para plantar 1,1 mil mudas nativas às margens da nascente do rio Pacas, na altura do Km 10,5, em Camaragibe, Grande Recife.

Para se ter uma ideia, essa é uma das mais simbólicas nascentes da Área de Proteção Ambiental (APA) Aldeia-Beberibe por formar, junto ao rio Araçá, toda a extensão do rio Beberibe - corpo hídrico que dá nome à Unidade de Conservação. A APA Aldeia-Beberibe se destaca por abrigar cerca de 31 mil hectares de Mata Atlântica, distribuídos ao longo de oito municípios da Região Metropolitana do Recife.

A iniciativa, coordenada pelo Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (Cepan), foi uma extensão do curso de formação de 50 agentes de educação ambiental, com foco na restauração florestal da APA, conforme adiantado pela Folha em fevereiro deste ano. Antes de "botar a mão na massa", o grupo relembrou todas as técnicas de plantio aprendidas na capacitação, desde os cuidados com a terra e preparação do solo até a aguar a planta.

Esse aprendizado a agricultora Maria Elisabete tirou de letra. Ela bem sabe o que é mexer com a terra e a necessidade de preservar os afluentes que cortam a área protegida. "Quando a gente refloresta um pedaço de terra que está desmatado, a gente garante que as nascentes não sequem. Esse curso me ajudou a enxergar a natureza como amiga e que a gente é quem deve proteger para sempre ter qualidade de vida", explicou com uma sabedoria que poucos têm.

Na natureza, a vegetação, quando enraizada, contribui para reter água no solo - como se fosse uma esponja - alimentando, assim, os lençóis freáticos. É essa troca que ajuda um rio a ter vazão regular ao longo do ano, principalmente, nos períodos de poucas chuvas. A também agricultora familiar Gecina Maria da Costa, 63, ficou orgulhosa de contribuir com a proteção da nascente do rio Pacas. "É lá na frente, quando as mudas virarem árvores, que eu vou olhar com felicidade e dizer que ajudei a plantar", declarou. Assim como Elisabete, Gecina Costa mora num assentamento em Paudalho, um dos oito municípios que integram a APA Aldeia-Beberibe. Camaragibe, Recife, Paulista, Abreu e Lima, Igarassu, São Lourenço da Mata e Araçoiaba são os demais.

Mudas
Pau-brasil, paudarquinho, embira-vermelha, ingá, maçaranduba, jaguarana e cupiúba foram algumas das espécies plantadas num espaço de 1 hectare. A escolha por esses tipos de planta não foi à toa: elas têm crescimento rápido e, quando adultas, formam copas frondosas. "Esse trecho da APA sofre com as braquiárias e a sombra dessas árvores ajudará a combatê-las. Braquiárias inibem a regeneração da mata nativa e sem a luz do sol, morrem", justificou o diretor-presidente do Cepan, Severino Ribeiro.

O período do plantio foi compatível com a aproximação do período chuvoso a fim de garantir o sucesso da iniciativa. "O curso teve o propósito de criar, nessas pessoas, o papel de multiplicadoras da educação ambiental. O ponto-chave dessa capacitação", concluiu Ribeiro.



Fonte: Portal JC | 13 de junho de 2018

Obras na passarela de Joana Bezerra terminam neste mês

Serviços orçados em cerca de R$ 110 mil, que incluem a substituição das placas de ferro, começaram em março deste ano

As pessoas que utilizam a passarela Joana Bezerra, a que cruza o viaduto Capitão Temudo, precisam ficar atentas por causa do serviço de reparo que vem sendo realizado pela Prefeitura do Recife, próximo ao Fórum Rodolfo Aureliano. A Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb) recomeçou o trabalho, iniciado no final de março, neste final de semana, com o serviço de substituição e recuperação das placas metálicas. A obra está prevista para terminar até o dia 15 deste mês.

O serviço está sendo executado para a substituição das placas de ferro que compõem o piso do local, além de trocar as danificadas que estão no acesso à passarela. O trabalho de restauro do equipamento teve início no final de março e inclui a pintura da passarela. As intervenções estão orçadas em R$ 110 mil.

Para o desempregado Antônio Fernando Barbosa da Silva, 58 anos, morador do bairro Joana Bezerra, a passarela estava numa situação crítica e oferecia o risco de provocar acidentes. “As placas estavam enferrujadas e com buracos. Espero que melhore após o serviço. Muita gente utiliza essa passarela, tanto os moradores do bairro quanto as pessoas que vão para o fórum”, informou.

Após a intervenção da prefeitura, segundo o desempregado, algumas pessoas optaram em passar por baixo do viaduto para fazer a travessia da comunidade para o fórum. Outras se arriscam atravessando no meio da pista. “É um perigo porque o fluxo de carro é muito grande”, advertiu. Para ele, o município precisa colocar orientadores de trânsito enquanto o serviço durar.



Fonte: Diário de Pernambuco | 11 de junho de 2018

Obras da Copa de 2014 ainda pendentes

À véspera do início do mundial de futebol da Rússia, pacote de serviços previstos para serem entregues quatro anos atrás ainda não está completo

A um dia do início da Copa do Mundo na Rússia, 11 de 23 obras que deveriam ter sido entregues em Pernambuco por ocasião do Mundial de 2014, realizado no Brasil, ainda não ficaram prontas. Atrasos, mudanças e abandonos de contratos e projetos estão entre os problemas. Muitos equipamentos, como o Túnel da Abolição, o Ramal da Copa (que dá acesso à Arena Pernambuco) e os Corredores de BRT, funcionam de forma parcial. A Cidade da Copa e o Ramal da Agamenon (um braço bifurcado do Corredor Norte Sul) não saíram do papel.

Segundo levantamento feito em dezembro de 2017 pelo Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE), 1.547 contratos estavam com status de “obras paralisadas/inacabadas ou com fortes indícios de obras paralisadas”. Esses contratos orçavam R$ 6,26 bilhões, dos quais R$ 1,9 bilhão foi pago sem que o equipamento fosse entregue. No caso do Corredor Norte/Sul, das 28 estações de BRT previstas, duas ainda estão em construção. Entre a Avenida Cruz Cabugá, no Recife, e a Pan Nordestina, em Olinda, o piso da pista não sofreu modificações nem houve separação da faixa de rolamento exclusiva para os coletivos.

As obras do Terminal Integrado de Igarassu, que integra o Corredor BRT Norte/Sul, tiveram início em dezembro de 2017. A Secretaria Estadual das Cidades informou que está avaliando a empresa que executa os serviços com vista a uma possível relicitação para serviços complementares nos terminais e alargamento de vias ao longo do corredor. A previsão é de que as obras sejam concluídas em abril de 2019. Todos os R$ 160 milhões licitados, destinados ao Norte/Sul já foram executados.

Já em relação ao TI Igarassu, a secretaria informou que está sendo erguido um terminal provisório. “O terminal que está sendo construído usa a área total do terreno, onde está o atual. Hoje apenas dois mil m2 dos 5,5 mil m2 da área são utilizados. A previsão é de que o terminal provisório seja concluído em novembro de 2018 e que o novo TI seja finalizado em novembro de 2019”, disse a Secid, em nota. O terminal deve se integrar à Estação Central do Metrô, no Recife, através dos 33 km de via expressa do Norte/Sul.

No caso do Corredor Leste/Oeste, que teve operações iniciadas nos primeiros dias do Mundial de 2014, os serviços foram abandonados pela empresa licitada da época. Segundo a Secid, “apesar das dificuldades, as obras continuam em andamento”. Das 22 estações, 16 estão em operação. A previsão de entrega do Terminal Integrado da IV Perimetral, cujas obras foram retomadas em julho de 2017, é para agosto deste ano.

“A Secretaria das Cidades está realizando a sinalização horizontal e vertical do Corredor Leste/Oeste, o que inclui a demarcação da faixa exclusiva para veículos BRT na Avenida Caxangá. A previsão é de que os serviços sejam concluídos tão logo as condições climáticas permitam”, informou em nota. Já na Avenida Belmino Correia, em Camaragibe, está sendo elaborado um projeto de implantação de quatro estações, além do alargamento da via. Será realizada licitação para a contratação de empresa que execute as obras. O valor licitado para as obras do Leste Oeste foi de R$ 139,4 milhões, dos quais R$ 134,3 foram executados.

O Elevado Bom Pastor (viaduto da Avenida Caxangá) foi liberado para circulação de BRTs, embora o projeto não tenha sido concluído. Segundo a Secid, a finalização do elevado e da estação do BRT Bom Pastor, além da iluminação do elevado, estão com licitações abertas. Em relação ao TI Camaragibe, cujas obras também foram abandonadas pela empresa contratada, será realizada nova licitação.

Outros equipamentos prometidos para a Copa de 2014 foram entregues de forma parcial. É o caso do Túnel da Abolição, do Ramal da Copa e do Viaduto V2. No túnel, entre a Rua Real da Torre e a Avenida Caxangá, foi iniciada a carenagem da obra e a construção de um pontilhão sobre o Canal do Prado, para oferecer mais segurança aos veículos que saem do túnel e encontram uma bifurcação próxima. Os serviços devem ser concluídos em outubro. Serão licitadas e executadas ainda a urbanização da praça acima do túnel, instalação de elevador e reabertura do acesso de veículos ao museu pela Real da Torre.

No caso do Ramal da Copa e do Viaduto V2, que também teve uso parcial, dos quatro tabuleiros (lajes) previstos, um foi entregue e os outros estão sendo finalizados. “As obras foram retomadas em 2017, com a execução da conclusão do Viaduto V2, que também teve obras abandonadas pelo consórcio contratado. A previsão é que os serviços sejam concluídos em agosto de 2018”, informou a Secid-PE.

Obras

Entregues até 2014

Passarela do aeroporto
Terminal de Passageiros
Duas estações de BRT do Corredor Leste/Oeste
TI Cosme e Damião

Entregues após 2014

TI Joana Bezerra
TI Abreu e Lima
TI da III Perimetral
14 estações de BRT do Corredor Leste/Oeste
Elevado Bom Pastor (parcialmente)
Túnel da Abolição (parcialmente)
Uma faixa de rolamento do Ramal da Copa (parcialmente)
26 estações de BRT do Corredor Norte/Sul

Ainda a serem entregues

Estação do Elevado Bom Pastor
Terminal da IV Perimetral
Ramal da Agamenon Magalhães (bifurcação do Corredor Norte Sul)
TI de Camaragibe
Seis estações de BRT do Corredor Leste/Oeste
Duas estações do Norte/Sul
TI de Igarassu
Urbanização do Elevado Bom Pastor
Pontilhão, carenagem e urbanização do Túnel da Abolição
Três faixas de rolamento do Ramal da Copa
Viaduto V2 (Ramal da Copa)



Fonte: Diário de Pernambuco | 06 de junho de 2018

Três bairros e suas ricas histórias

Madalena, Torre e Caxangá, na Zona Oeste, foram temas do projeto Diario nos Bairros, que trouxe reportagens especiais sobre diferentes assuntos

Madalena, Torre e Caxangá, na Zona Oeste do Recife, foram temas do Diario nos Bairros, edição especial com matérias sobre personagens, infraestrutura, economia e atrações culturais e de lazer da região. Durante a ação, realizada ontem, circularam mais de 15 mil exemplares em três pontos estratégicos da área. Esta foi a terceira edição do projeto, que também já contemplou os bairros das zonas Norte e Sul.

Entre as reportagens com foco na Madalena, Torre e Caxangá, o jornal mais antigo em circulação na América Latina trouxe um perfil do sapateiro Antônio Tibúrcio, conhecido como Seu Toinho. Antônio é um dos comerciantes mais antigos do Mercado da Madalena. Ele não conteve a emoção ao ver a sua foto na capa do jornal. “Nas linhas dessa reportagem pude sentir não somente a minha história, mas também a do meu pai, que, com muito esforço, fundou nossa loja há mais de 90 anos”, disse.

De acordo com o vice-presidente Comercial e de Marketing do Diario de Pernambuco, Pierre Lucena, a iniciativa vem buscando estreitar os laços entre o veículo, os empreendedores locais e o leitor, por meio conteúdo distribuído em áreas geográficas específicas. “Temos percebido um impacto bastante positivo no projeto. Essa forma de fazer jornalismo faz o público conhecer melhor o lugar onde mora, além de valorizar a localidade”, explicou.

A costureira Maria Medeiros é moradora do bairro da Torre. Ela ressaltou a importância que o Diario tem na vida dos pernambucanos. “Acompanho desde criança. O jornal traz as notícias mais apuradas, com riquezas de informações sobre diversos assuntos”, destacou.

Leonora Marina trabalha como autônoma e reside na Madalena. Após receber o exemplar do Diario, ela parabenizou a ação e aproveitou para pedir mais incentivo de algumas instituições escolares na leitura de impressos. “É importante mostrar aos nossos filhos o valor dos meios de comunicação tradicionais e a credibilidade que eles têm com a população”, ressaltou.

No dia 21, Olinda será tema da primeira edição do projeto Diario nos Municípios. Também vão circular mais de 15 mil exemplares em pontos estratégicos da cidade.



Fonte: Diário de Pernambuco | 05 de junho de 2018

Terceira edição do projeto abrange Madalena, Torre e Caxangá, com um conteúdo exclusivo e hiperlocal nas mais diversas editorias do jornal de hoje

A terceira edição do Diario nos Bairros, novo produto do Diario de Pernambuco, visa atingir, de forma impactante, com circulação de 15 mil exemplares, os bairros da Madalena, Torre e Caxangá, na Zona Oeste do Recife. Os leitores e anunciantes da localidade recebem hoje um exemplar diferenciado, com conteúdo exclusivo e hiperlocal, capaz de resgatar e aprofundar a história da região, bem como despertar uma relação de proximidade entre os moradores. É o novo mesclado à tradição do jornal mais antigo em circulação da América Latina. Um projeto pensado para resgatar o hábito da leitura no papel e fortalecer a relação com o público.

Segundo a gerente de marketing do Diario, Tatiana Sotero, “o novo produto tem tido uma recepção muito boa, tanto dos leitores que recebem um jornal diferenciado nas ruas, como dos anunciantes que apostam em nosso projeto”. “Chegamos à Madalena, à Torre e à Caxangá com a expectativa de impactar positivamente, mais uma vez, com um Diario de Pernambuco repleto de conteúdo de interesse dos moradores da região, em suas mais diversas editorias.”

Para Tatiana Sotero, o jornalismo hiperlocal reforça o elo do veículo com seus leitores. A edição de hoje, por exemplo, traz uma entrevista, neste caderno de economia, com o antigo dono da Fun House, Severino Mendonça, idealizador da boate que já foi a mais badalada do Recife nos anos 1990. A Fun House ficava na Madalena, chegou a ter 11 ambientes e até hoje desperta saudade nos frequentadores. A editoria de Local traz a história do padre Romeu da Fonte, de 89 anos, 60 deles como morador da Torre. O religioso conta sua relação com o bairro e como o viu crescer nessas últimas décadas, com um olhar diferenciado sobre todas as mudanças ocorridas por lá. A Torre teve muitas casas de taipa e era considerada uma espécie de ilha, um retrato que atualmente é desconhecido pelos mais jovens e contrasta com tantos prédios.

Mostrando a história dos bairros, o novo produto do jornal aprofunda a conexão de cada um deles com sua capital e com o próprio estado. “Nos dias do Diario nos Bairros, colocamos a nossa tarimbada equipe de jornalistas para se debruçar sobre a realidade de uma região determinada e, assim, retratamos a sua história, sua comunidade, seu povo. Desta forma, o leitor consegue se enxergar naquilo que ele lê. Sem deixar de lado, é claro, os leitores das demais regiões, já que tratamos de notícias que podem despertar o interesse de qualquer pernambucano”, declarou Tatiana Sotero. A gerente de marketing destacou que “as edições oferecem uma publicidade diferenciada e mais dirigida para os empresários que atuam na região, já que o jornal, nesse dia definido, chega ainda mais perto do seu público-alvo”.



Fábrica da Torre pode ser tombada

Fonte: Diário de Pernambuco | 05 de junho de 2018

Fábrica da Torre pode ser tombada

Desativada há 36 anos, indústria têxtil surgida no século 19, no bairro da Torre, foi o marco do desenvolvimento local e ficou na memória dos moradores

Símbolo dos tempos áureos da indústria têxtil em Pernambuco, o Cotonifício da Torre, Zona Oeste do Recife, às margens do Rio Capibaribe, pode ser tombado pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe). Como o pedido de proteção das instalações da extinta fábrica, feito em 2013, foi aceito pelo órgão estadual, é proibido construir ou reformar no terreno sem consultar a Fundarpe. O Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC) vai analisar a petição, mas não há prazo para uma decisão ser tomada. Enquanto o processo tramita, porém, o bem deve ser tratado como se já fosse tombado.

Entre os moradores que residem nos entornos da antiga fábrica, circula a informação de que o espaço vai ser usado para a construção de um shopping. Outros dizem ainda que uma grande construtora adquiriu o terreno para transformar a área em um condomínio de luxo. Nenhuma dessas possibilidades foi confirmada pela Prefeitura do Recife. No Conselho de Desenvolvimento Urbano (CDU), por onde devem passar todas as obras de impacto da cidade, já que cabe ao órgão autorizar ou não projetos imobiliários, nenhuma proposta foi ou está sendo analisada.

O terreno é um bem da massa falida do antigo Banorte. O acesso ao local é proibido. Do lado de fora, é possível perceber que as paredes da velha fábrica estão mofadas. Um matagal cresce próximo à chaminé que se tornou uma marca do bairro da Torre.

Abrir a janela para ver a fumaça que saía do fumeiro e o barulho das máquinas de tear funcionando fazem parte das memórias do representante comercial Fernando Neves, 67 anos, que desde a infância vive nos arredores do cotonifício. “Eu não conseguia dormir quando as máquinas paravam. O barulho era nossa rotina. A gente estranhava o silêncio”, recorda. “Disseram que tinha um projeto para virar shopping. Acho que iria valorizar a área”, completa.

O técnico em edificações Edson Bezerra de Melo, 67, também tem boas recordações da fábrica. “Trabalhei preparando o algodão para fazer tecidos. Meu horário era das 22h30 às 5h30. Meus primos também trabalhavam”, conta. Até hoje, ele vive nas proximidades do cotonifício. “Eu diria que 70% das pessoas que moram por aqui tiveram alguma relação com a fábrica. O bairro passou a existir mesmo depois dela”, ressalta.

O arquiteto pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), membro do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural e um dos autores do pedido de tombamento, Rodrigo Cantarelli, explica que o cotonifício, embora o bairro tenha tido origem nos antigos engenhos, foi o marco mais importante de desenvolvimento da Torre. “A partir da fábrica, ruas foram abertas, vilas operárias foram criadas. Ela faz parte não só da identidade do bairro, mas da cidade e de todo o estado, pois era uma das maiores de Pernambuco”, enfatiza.

Depois de ter deferido o pedido de tombamento da fábrica, um documento de 21 páginas, a Fundarpe está realizando o exame técnico em que são consultados historiadores, arqueólogos, arquitetos e outros especialistas, para que a petição siga para o CEPPC. O processo já tramita no órgão há cinco anos, mas não há um prazo para uma definição. Há pedidos que são processados integralmente em apenas dois anos, mas também existem solicitações de preservação que passam cerca de 30 anos para serem aprovadas ou não.

“A partir da fábrica, ruas foram abertas, vilas operárias foram criadas. Ela faz parte não só da identidade do bairro, mas da cidade e de todo o estado, pois era uma das maiores”
Rodrigo Cantarelli, pesquisador

Entenda
Fábrica da Torre é o nome pelo qual ficou conhecida a Companhia Fiação e Tecidos de Pernambuco

Em meados do século 19, o cultivo do algodão passou a representar uma das atividades econômicas de destaque em Pernambuco

Nesse contexto, surgiram as primeiras indústrias têxteis no estado, entre elas a planta na Zona Oeste, fundada em 1874 na Madalena e transferida para Torre em 1884

Depois, surgiram as fábricas de Camaragibe, de 1892, de Paulista e de Goiana, fundadas em 1893

A fábrica chegou a realizar, na primeira metade do século 20, uma das maiores produções têxteis do estado

O cotonifício atuava desde o tratamento do algodão natural até o enfardamento dos tecidos de todas as variedades

A fábrica apareceu no anuário estatístico de Pernambuco de 1927 como a terceira em valor da produção no estado

Ficava atrás apenas da Companhia de Tecidos Paulista e da Societé Cotonniére Belge-Bresiliense, de Moreno

Os dirigentes do cotonifício chegaram a fundar um clube de futebol, chamado Torre Sport Club, que teve torcedores ilustres, como o governador Estácio Coimbra

A partir de meados dos anos 1970, ocorreu no Brasil um processo de reestruturação empresarial, fazendo com que muitas empresas fechassem

A Fábrica da Torre teve as atividades encerradas em 1982. As instalações fabris foram compradas pelo Banorte

A maior parte das construções começou a ser desocupada ou demolida

Soluções viáveis no Brasil e no exterior

Apesar de não existir projeto para a construção de um shopping na área da Fábrica da Torre, a transformação do espaço em um centro de compras não significaria um prejuízo ao patrimônio. Um exemplo é o Bangu Shopping, que transformou a Fábrica de Tecidos Bangu, de 1893, em um complexo de lojas e praça de alimentação na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

A fábrica carioca também tem sua história ligada ao futebol, pois foi o berço do Bangu Atlético Clube, fundado em 1904, e também foi o local onde aconteceu a primeira partida de futebol do Brasil. Thomas Donohoe, que hoje tem uma estátua no Bangu Shopping, foi operário.

O prédio da fábrica foi tombado em 2000 pelo Instituto Rio Patrimônio da Humanidade. Em 5 de fevereiro de 2004, a fábrica encerrou as atividades e, em 2007, o prédio virou um shopping. As características arquitetônicas foram mantidas. “Outro exemplo é o LX Factory, em Lisboa. A área industrial conta com lojas, cafés, bares, restaurantes, livrarias”, afirma o arquiteto Rodrigo Cantarelli. O modelo português é um complexo de edifícios industriais revitalizados. Os prédios haviam sido ocupados pela Companhia de Fiação e Tecidos Lisbonense a partir de 1846 e, nos anos subsequentes, pela Companhia Industrial de Portugal e Colônias, pela tipografia Anuário Comercial de Portugal e pela Gráfica Mirandela. As fachadas com estética fabril foram mantidas, mas ganharam intervenções artísticas urbanas.

Londres, na Inglaterra, também pode servir de inspiração para o Recife. “A cidade tem alguns dos maiores modelos de uso de prédios com arquitetura industrial. Dar uso, mas preservar o traçado é o mais importante”, pontua a professora do Departamento de História da UFPE Isabel Guillen. Um investimento de 200 milhões de euros transformou uma antiga usina de força na galeria de arte Tate Modern.

De acordo com o Comitê Internacional para a Conservação do Patrimônio Industrial, existem valores do patrimônio industrial que devem ser obrigatórios preservar como o sentimental, o científico e o tecnológico além de elementos construtivos, como a maquinaria e a paisagem industrial.