Já estão disponíveis no site do Sinduscon-PE as tabelas do CUB-PE relativas ao mês de maio de 2026. Entre elas, está o relatório do lote básico da construção civil, que contempla uma lista de 25 insumos de materiais analisados. Desse total, a pressão inflacionária se mostrou predominante no balanço anual: 18 materiais apresentaram variação positiva no acumulado do ano, 4 registraram queda de preço no mesmo período e 3 permaneceram estáveis, evidenciando uma tendência de elevação generalizada nos canteiros de obras.
No acumulado de 2026, os três maiores aumentos de preço foram liderados pela chapa de compensado plastificado 18 mm, com uma expressiva alta de 21,15%, seguida de perto pelo fio de cobre antichama, que acumulou elevação de 16,60%, e pelo concreto pré-dosado fck=25 MPa, com avanço de 14,29%. Em contrapartida, o ambiente de retração foi mais tímido: a bacia sanitária branca com caixa acoplada registrou a maior queda do ano, com -6,68%, acompanhada pela emulsão asfáltica impermeabilizante, com -4,95%, e o registro de pressão cromado 1/2" caiu -2,82% no ano.
Já na variação mensal (maio em relação a abril), o movimento de alta foi liderado pelo disjuntor tripolar 70 A, com aumento de 12,06% , seguido pela placa cerâmica (azulejo), com 5,00% , e pela chapa de compensado plastificado 18 mm, com 3,94%. Em relação às quedas no mês, o bloco de concreto sem função estrutural recuou -3,50% , o tubo de PVC-R rígido registrou -3,02% e a areia média apresentou retração de -2,85%.
Avaliando o comportamento de itens fundamentais para a estrutura das obras que não figuraram nos extremos do acumulado do ano, o aço CA-50 10 mm e a areia média sustentaram trajetórias de alta no ano, acumulando valorizações de 7,25% e 7,60%, respectivamente. O cimento CP-32 II também seguiu a tendência de encarecimento, com alta acumulada de 8,33% em 2026. Já o bloco cerâmico para alvenaria de vedação mostrou um comportamento bem mais controlado, registrando uma variação tímida de 1,54% no acumulado do ano, consolidando um cenário onde os principais elementos estruturais continuam a exigir atenção no orçamento do setor.
O panorama geral aponta, portanto, para um cenário marcado por aumentos mais intensos em materiais fundamentais da estrutura das obras, enquanto as reduções permanecem mais pontuais e de menor magnitude, reforçando a necessidade de atenção contínua aos custos no setor da construção civil ao longo de 2026.