Divulgado pelo Sinduscon-PE nesta semana, o CUB-PE referente a março de 2026 revela um cenário de variações distribuídas entre os insumos do lote básico. Dos 25 materiais analisados, 14 apresentaram aumento no acumulado do ano, 6 permaneceram estáveis e 5 registraram queda, evidenciando uma tendência de pressão mais concentrada em itens estratégicos da construção.
Neste primeiro trimestre, os três maiores aumentos foram liderados pelo concreto fck=25 MPa abatimento 5±1cm,.br. 1 e 2 pré-dosado, com alta de 14,29%, seguido pela areia média, que acumulou 10,76%, e pelo aço CA-50, com elevação de 9,50%. Na outra ponta, as maiores reduções no período ficaram com a bacia sanitária com caixa acoplada, que apresentou queda de -11,14%, a emulsão asfáltica impermeabilizante, com -5,89%, e o registro de pressão cromado ø 1/2", com retração de -6,70%.
Na variação mensal (março em relação a fevereiro), o movimento de alta foi liderado pelo concreto novamente, com aumento de 14,29%, seguido pela areia média, com 10,76%, e pelo vidro liso transparente 4 mm colocado com massa, que registrou alta de 8,00% no mês. Já em relação às quedas, apenas 2 itens apresentaram variação negativa: bloco de concreto sem função estrutural, com -0,69%, e o aço CA-50, com leve retração de -0,16%.
Ao observar os insumos-chave, percebe-se que o cimento apresenta dinâmica distinta da areia e do concreto, que tiveram aumentos tanto no mês quanto no acumulado do ano. Isso porque, embora o concreto tenha registrado alta de 2,94% no mês, acumula queda de -2,78% no ano, indicando um comportamento mais moderado frente aos demais insumos estruturais.
O panorama geral aponta, portanto, para um início de ano marcado por aumentos mais intensos em materiais fundamentais da estrutura das obras, enquanto as reduções permanecem mais pontuais e de menor magnitude, reforçando a necessidade de atenção contínua aos custos no setor da construção civil ao longo de 2026. As tabelas completas do CUB-PE já estão disponíveis no site do Sinduscon-PE.