Um debate sobre o futuro da IA na Indústria da Construção Civil ganhou corpo após as apresentações feitas pelo founder da Selvagen, Paulo Duca, e pelo gerente de Engenharia da VL Construtora, Arthur Araújo, durante o Sexta da Construção, ocorrido neste dia 24 de abril, na sede do Sinduscon-PE. Foram convidados para integrar a mesa, junto aos palestrantes e ao mediador, o diretor do sindicato, Caio Muniz, o ex-diretor de Ciência e Tecnologia do Sinduscon-PE, Serapião Bispo, sócio da Brasilis Projetos e Obras Sustentáveis Ltda, e o presidente da ABIM e CEO da TLS Projetos e consultoria, Tiago Lopes.
Na conversa que contou com a participação do público, foi reforçada a soberania do profissional, que valida e decide sobre cada solução proposta pela IA. “É preciso saber usar a ferramenta, saber o que e como pedir e principalmente saber interpretar os resultados”, destacou Serapião Bispo. A posição foi compartilhada por Caio Muniz: “O julgamento crítico, comercial e a responsabilidade técnica permanecem sendo exclusivamente humanos”.
Arthur Araújo, por sua vez, deu mais uma orientação aos presentes: “Por mais inicial que esteja o projeto, melhores resultados teremos ao aplicar IA. Quanto mais cedo, melhor”, disse. Já Tiago Lopes abordou o contexto atual da interação entre o BIM e as ferramentas de IA voltadas para os processos construtivos.
“Tivemos uma conversa muito boa e a intenção é que a gente visualize esse futuro com IA de forma responsável, pensando em como a gente leva nosso comprometimento técnico, nossa responsabilidade técnica, para desenvolver ferramentas cada vez mais eficientes e adequadas para nosso mercado”, considerou Paulo Duca. Em sua opinião, esse foi o momento certo para abrir essa discussão e criar um roadmap indicando o caminho para que essa realidade seja padrão da indústria, de forma que todos possam usufruir dessa tecnologia.
Entre as ferramentas de IA generativa mencionadas pela mesa, estiveram a Spatio, a Finch, a TestFit e a Hypar.