Quando a primeira Ficons foi realizada, em 1998, promover em Pernambuco uma feira capaz de reunir os diversos elos da cadeia da construção era uma aposta do Sinduscon-PE. Vinte e sete anos e 13 edições depois, a Feira Internacional de Materiais, Equipamentos e Serviços da Construção chega a 2026 consolidada como o maior evento do setor no Norte e Nordeste. Para o presidente da entidade, Paulo Wanderley, essa trajetória ganha significado especial diante do atual momento da atividade.
“A Indústria da Construção pernambucana vive um momento de efervescência crescente”, afirma Wanderley. O dirigente associa esse cenário aos resultados da cooperação entre programas como o Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, e o Morar Bem Pernambuco, do governo estadual, além dos investimentos públicos em habitação e infraestrutura e das obras em execução no Recife.
É nesse ambiente que a 14a Ficons reunirá na próxima semana, de 15 a 18 de setembro, no Centro de Convenções de Pernambuco, mais de 400 marcas de diferentes segmentos. Materiais, revestimentos, acabamentos, máquinas, equipamentos, tecnologia e serviços especializados estarão lado a lado, aproximando fornecedores, construtores, incorporadores, engenheiros, arquitetos, lojistas, gestores e compradores.
Para Wanderley, essa capacidade de reunir o mercado explica a permanência da Ficons no calendário da construção. “Consolidou-se como a maior vitrine de lançamentos de materiais e novas tecnologias do setor construtivo no Norte e Nordeste do país, e como indispensável fórum de negócios para toda a cadeia produtiva”, ressalta.
O alcance da feira ultrapassa Pernambuco. Antes da abertura, profissionais e empresários de mais de 15 estados já haviam realizado o credenciamento gratuito, incluindo visitantes de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Pará, Ceará, Bahia e Alagoas. A edição também reúne como patrocinadores Fiepe, Copergás, Banco do Nordeste, Caixa Econômica Federal, Prefeitura do Recife e Iquine.
A dimensão comercial se soma a um papel estratégico. Se a construção atravessa uma fase de crescimento, ainda enfrenta obstáculos que exigem respostas. Wanderley cita a existência de obras paralisadas a serem retomadas, dificuldades no cumprimento da cronologia de pagamentos e carência de mão de obra como problemas comuns às diferentes regiões do País. Ao aproximar empresas, tecnologias e profissionais, a Ficons cria um ambiente no qual parte dessas demandas encontra novas soluções.
O presidente também vê paralelos entre o cenário atual e períodos de forte desempenho da construção. “Nossa expectativa é de que alcance o sucesso já vivenciado em edições como as de 2010 e 2012, anos em que a construção civil registrou grande avanço”, afirma.
Mais do que celebrar sua própria trajetória, portanto, a Ficons 2026 chega como expressão de um setor que busca transformar crescimento em desenvolvimento sustentável, produtividade e negócios. “Convidamos todos que desejam consolidar uma posição de relevância no mercado a participarem desse grande evento”, diz Wanderley. Uma convocação que resume a ambição da feira: reunir quem constrói, fornece, investe e decide os próximos movimentos da construção.
Ficons acontece na próxima semana e ganha ainda mais relevância em novo ciclo de expansão da construção
11/09/2026 - Sinduscon-PE
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